
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
No silêncio da madrugada

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sábado, 19 de Setembro de 2009
Muito em breve...

mágoas de vidro, cutelo da alma,
memórias caídas,
folhas mortas...
Sombras de mármore,
nas rochas da solidão...
Lugares sem regresso,
paisagens nuas e gélidas...
Instante hesitante,
lábios cerrados, secos, feridos...
Palavras inauditas, sentimentos sem objecto,
sem esperança...
Últimos gestos, a tristeza da impossibilidade absoluta...
Breve, na tal madrugada sem rosto,
o fim impõe-se, sem trégua ou adiamento...
Descerás ao cadafalso de ti próprio,
lembrarás momentos únicos,
sentirás o cansaço do caminho,
abandonarás os amores da tua vida,
na dor de sentires que o teu tempo esgotou-se,
condensarás toda a revolta
num gesto violento e último
sem retorno...
Barão de Campos
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quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Nos últimos momentos...

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terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Nas tuas mãos

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sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Inútil

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domingo, 5 de Abril de 2009
Lágrimas...

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domingo, 15 de Março de 2009
Rostos sem rosto...

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segunda-feira, 3 de Março de 2008
Perdido...

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quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
Sinto o Tempo a esvair-se...

Este pode ser o instante último dos pensamentos
que ainda me restam…
Instante de dor consentida na mágoa
Alucinante da saudade…
Instante último de um tempo
Que não sendo meu, senti que um dia era minha pertença…
Não lhe conhecia o seu rosto,
Não imaginava os seus contornos…
A sua presença era visível na ausência…
Contudo, o hábito do novo dia,
Criava em mim a ilusão…
Não pensava o tempo a finar-se
Levando-me consigo…
Vivia numa inconsciência só geneticamente consciente…
Acreditava na Eternidade como fazendo parte dela….
Hoje, sinto a angústia das horas,
O anunciar de novas perdas…
Ausências que anunciam outras ausências…
Agora o coração chora baixinho,
Não vá o tempo acordar de mau humor…
A dor que se expande na Alma,
Uma dor cansada, rendida…
A angústia dos fins, das inexistências infindáveis…
As vozes, os rostos, os passos, os sorrisos e as lágrimas
Que partiram para sempre…
Acordo e sei que amanhã voltarei para a sua inexistência…
Hoje tenho a clarividência de saber
Que a maior parte das coisas
Que me disseram que eram as mais importantes,
Valiam menos que o mais fedorento excremento…
Hoje, mais que ontem, menos que amanhã,
Tenho a certeza que nos militarizam a mente
Durante dois terços da vida…
Mentindo-nos sobre os valores autênticos e nobres da vida…
Durante dois terços da vida enganam-nos
Com slogans publicitários de Poder, Juventude, Riqueza,
Incitando-se a requerer o ingresso no mundo dos poderosos,
Oferecendo-se o primeiro lance ainda na condição de escravos…
Um dia, de repente, convencem-nos que já não precisam de Nós,
Somos velhos, inadequados, desactualizados, inúteis…
Tecnologicamente Incapazes…
Tentam dizer-nos que o Amor é sinónimo de Pornografia…
Reduzem o valor de um beijo, de um abraço ou de um sorriso…
O valor de tudo reside na susceptibilidade de poder ser convertido em valor económico…
Os amigos de ontem, hoje são homens e mulheres de negócios sem tempo
Para investir em relações sem valor monetário…
Todas as pequenas coisas de que a vida é feita,
São coisas ridículas….
Devemos envergonhar-nos das nossas emoções…
Somos patéticos…
Lentamente, acabam por nos abandonar num lugar sem nome,
Onde nada nos é familiar…
Um lugar, onde, quantas vezes, durante a Noite nos erguemos,
Como fantasmas, procurando na escuridão os velhos interruptores…
Quantos sons pensámos ter escutado…
Por instantes, pequeninas fracções de Tempo,
Quase sentimos Esperança,
Quase podemos sentir o calor do nosso velho cão roçar as nossa frágeis pernas…
Quase Acreditamos num Milagre,
Um Milagre antes do último instante…
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quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008
Numa tarde sem tempo...

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Cordilheira de Sonhos...

suspendias o pestanejar e parecias querer dominar
a eternidade dos instantes com o olhar...
Dentro dos teus olhos vagueavam sombras sem nome,
como se os teus olhos fossem tocas, esconderijos...
Havia dentro do teu olhar um pensamento, uma palavra, por dizer...
Nos teus olhos navegavam oceanos, levantavam-se tempestades,
dos teus olhos partiam e chegavam gestos sem amanhã...
Nos teus olhos ancoravam navios fantasmas...
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terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
Noite dentro da Noite...

Noite amedrontada pelo alvorecer lento e morno,
Noite cansada de não ser dia,
Noite humilhada na escuridão...
Noite perdida de si, dos seus labirintos...
Noite...
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sábado, 2 de Fevereiro de 2008
Dentro da Noite...
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