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Rostos sem rosto...








Desço as palavras, tropeço nos degraus,

sustenho a respiração, desço mais um lance...

Frias e gastas, tal como pedras,

as palavras rebelam-se,

gritam palavras de ordem

na praça das recordações...


Nas ruas ecoam vozes esquecidas,

palavras abertas, gritos suspensos,

gemidos sem rosto...


Presenças intercaladas na solidão amarga,

poentes sem côr,

imagens que se soltam nas esquinas

cansadas de serem dobradas...


Abandonados,lentos, sem rumo,

escutam-se passos sem corpo,

perdidos na inexistência...


3 comentários:

gisela disse...

fiquei sem palavras... adorei!

luiz césar baptista disse...

muito bom!

http://isabelrosete.blogspot.com disse...

No vazio das palavras
Ecoam todos os sons,
Todas as pausas,
Todos os silêncios.

As palavras são punhais,
Cristais,
Dardos,
Sementes de criação…

Despedaçam,
Espelham.
Reluzem
Transluzem.

Persuadem,
Enfeitiçam.
Exortam,
Instigam…

Corpos
E almas,
Em união
E dis-persão…

Isabel Rosete