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Nos últimos momentos...



Nos últimos momentos, talvez procure o teu calor, a tua ternura, ou apenas decida abandonar-me na solidão solene do último olhar...

Nos últimos momentos, é provável que a fragilidade seja próxima da orfandade, é natural que te pegue na mão para que a partida seja menos dolorosa...

Receio a aflição dos instantes derradeiros, sabendo-os finais...
A solidão comporta uma forma muito especial de ante-câmara da morte...

Confesso que não deveria estar a falar da morte, da minha morte, quando a vida ainda me pode surpreender...

Não sei, a tarde caiu densa e sufocou o meu coração e a minha alma magoada de uma dôr indizível...

3 comentários:

gisela disse...

poema lindo e profundo. bjo

Vagabundo Social disse...

Maldita solidão que aparece a toda a gente e era tão dispensável! Se a solidão nos deixasse sós é que era uma tipa porreira...

Aparecida Braga disse...

poemas lindos e que me fazem refletir